A preocupação com o envelhecimento não é pauta na nossa vida, até porque, ninguém pensa em envelhecer ou se projeta velho.
Você já se perguntou: que velho eu quero ser?
Gostaríamos de permanecer jovens, mas isso não é possível. Então, a velhice chegou, e agora? Ninguém quer a morte, ainda que, ela nos leve para algum lugar melhor. Gostaríamos que a tal vida eterna fosse aqui.
Ser velho do ponto de vista da linha da vida é caminhar mais próximo da morte. Cada dia vivido é de fato um dia a menos, e assim, mais nos aproximamos do fim. Essa condição deveria dar a todos nós a tranqüilidade de viver sem os medos, a vergonha, as preocupações e os dogmas, que durante toda a vida nos impediram de realizar coisas que queríamos. Talvez seja a velhice o momento de atingir a plenitude do ser.
Amar sem reservas todos os seres, doar nosso tempo àqueles que realmente necessitam, refletir e auto conhecer-se, para que nosso pensamento consciente determine ações que sejam indutoras e provocadoras de mudança, para que fazer o bem seja uma missão, sem esperar por isso reconhecimento ou recompensa.
Ser velho talvez seja ser de fato feliz, pois ao se chegar ao topo da montanha do tempo, seja possível enxergar tudo com mais clareza, e de repente descobrir que quase tudo o que pensávamos imprescindível era apenas supérfluo, e tudo o que necessitamos cabe em uma mochila, que tudo o que somos cabe no coração, e que irremediavelmente vai se perder, quando ele deixar de bater.
Viver é sem dúvida o maior presente, viver muitos anos é uma dádiva, não desperdiçar essa chance que o tempo nos dá, é a lição a ser aprendida. A prática dessa teoria é encher cada novo dia de sentido, de significado, de vida!

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