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mayor edad

sábado, 27 de abril de 2013

A Esperança Não Envelhece


 

Envelhecer é um caminho que pode ser percorrido com satisfação. Ser velho não é o sonho de consumo das pessoas, contudo o que vem depois dele, o fim a morte, também não é. O desejo de viver mais está presente enquanto há vida, enquanto há esperança. Ter mais tempo para desfrutar as coisas simples, para viajar, para estar com os entes queridos, para experimentar coisas novas.

Ao envelhecer, se supõe, a experiência deveria contar a favor, o velho deveria ter aprendido a encontrar os atalhos da vida. Deveria também ter entendido que quase nada esta sob seu controle, mas que o exercício da paciência, do desapego, da sinceridade, da coerência, conduz à calma interior, e pode levá-lo à tranqüilidade e ao entendimento do sentido da vida.

O olhar crítico dos maduros deveria ser construtivo, incentivador, desafiador e gerador de inquietação. A maturidade emocional esta atrelada à compreensão da natureza falível do homem. O perdão, portanto, deveria ser exercido sem medo, por todos aqueles que chegaram à velhice. O perdão desnudo de interesse, sem o desejo de reconhecimento ou enaltecimento.

O velho ideal deveria estar humildemente aberto a aprender todos os dias, com cada situação e com cada pessoa. Deveria amar a vida sabendo que ela não lhe pertence. Deveria todos os dias fazer algo bom. Saber que gestos simples como fazer um elogio sincero, doar algo que não seja supérfluo, ouvir mais do que querer ser escutado, entender e aceitar o diferente, é mais do que sentir-se vivo, é retribuir o dom da vida.

Ao despertar pelas manhãs cada ser humano tem dentro de si uma fagulha, que é mantida com a fé que ele deposita em si mesmo, e que cresce, quando ele é reconhecido pelos seus pares. O tempo passa, a idade avança, mas ela continua acesa dentro de cada um. A nobre missão da velhice é de renovar no seu semelhante a força da esperança,  porque ela de fato não envelhece.

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